Filosofia na Escola Secundária Jaime Moniz - Funchal

18
Nov 07
 
Aqui apresentamos sugestões de testes para a unidade 1 e 2 - Iniciação à actividade filosófica e Acção Humana - Análise e Compreensão do Agir
 
Teste 1 
 
Grupo I
 
 
Assinale à frente de cada uma das seguintes frases o seu valor de verdade (utilize apenas V ou F):
 

 

1.      O facto de as nossas ideias precisarem de ser testadas pelos outros implica que a filosofia seja uma actividade dialogante. ___

 
2.      Se não conseguimos definir explicitamente «filosofia»,
então também não podemos saber o que é a filosofia. ___
 
3.      O objectivo das discussões filosóficas não é ver quem ganha a discussão. ___
 
4.      Os filósofos têm sempre razão. ___
 
5.      As teorias dos filósofos destinam-se a resolver problemas filosóficos. ___
 
6.      O valor das teorias dos filósofos depende do valor dos argumentos que utilizam. ___
 
7.      Um exemplo de um problema filosófico é «será que as pessoas se sentem mais felizes se acreditarem em Deus do que se não acreditarem?» ___
 
8.      Um exemplo de um problema não filosófico é «como podemos saber que o mundo não é um ilusão?» ____
 
9.      O estudo da filosofia tem como objectivo principal compreender as ideias dos grandes filósofos. ___
 
10. Se concordamos com um determinado filósofo, então não estamos a ser críticos. ___
 
11. Se não avaliarmos criticamente as nossas ideias mais básicas, então essas ideias não passam de preconceitos. ___
 
12. Um preconceito é uma ideia falsa. ___
 
13. Em filosofia temos de aceitar discutir as nossas ideias e argumentos. ___
 
 
Grupo II
 
2. A Filosofia alimenta-se das suas próprias dúvidas; os filósofos colocam constantemente novas questões filosóficas e reformulam as antigas; propõem respostas – as teorias ou concepções filosóficas -, argumentando a favor ou contra. O objectivo de cada filósofo é chegar à verdade, quer ele ganhe o argumento quer não.”
 
 
1. Qual é o objecto e o método da filosofia?
 
2.Esclareça a relação que se estabelece entre a filosofia e a dúvida.
 
3. Explique qual é a relação entre os problemas, as teorias e os argumentos da filosofia.
 
 Grupo III
 
 
 
3. Sócrates disse, celebremente, que uma vida sem reflexão não valia a pena ser vivida. Queria ele dizer que uma vida vivida sem ponderação nem princípio é tão vulnerável ao acaso e tão dependente das escolhas e acções de terceiros que pouco valor real tem para a pessoa que a vive. Queria ainda dizer que uma vida bem vivida é aquela que possui objectivos e integridade, que é escolhida e orientada pelo que a vive, tanto quanto é possível a um agente humano enredado nas teias da sociedade e da História (…) Uma pessoa que não pense na vida é como um forasteiro sem mapa numa terra estrangeira: para alguém assim, perdido e desorientado, um desvio no caminho é tão bom como qualquer outro e, se o rumo tomado conduzir a um local que vale a pena, terá sido meramente por acaso.   
 
A. C. Grayling, O Significado das Coisas
 
 
1. Qual é o tema abordado? Qual é o problema?
 
2. Qual é a tese de Sócrates? Clarifique o significado da afirmação de Sócrates.
 
3. Faça uma análise comparativa deste texto com a atitude apresentada pela Formiga Z.
 
4. Porque razão é a filosofia uma actividade crítica?
5. O que se aprende a fazer quando se estuda filosofia?

Outubro 2007
 
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Teste 2
 
 
“ Quer as ciências quer as filosofias respondem a perguntas levantadas pelo real.
 
Para essas perguntas, as ciências oferecem soluções, isto é, respostas que satisfazem de tal modo a questão levantada, que a anulam e desfazem. (…) Em contrapartida, a filosofia não oferece soluções mas respostas, as quais não anulam as perguntas mas permitem-nos conviver racionalmente com elas embora continuemos a levantá-las várias vezes: por muitas respostas filosóficas que conheçamos para a pergunta que se faz sobre o que é a justiça ou o que é o tempo, nunca deixaremos de nos perguntar pelo tempo ou pela justiça nem rejeitaremos como ociosas ou “ resolvidas”as respostas dadas a essas questões por filósofos anteriores.”
 
F. Savater
 
1- Retira do texto as expressões que te permitam distinguir as respostas filosóficas das científicas e esclarece o seu significado.
 
 
2- A distinção anterior remete-nos para a diferença da natureza dos objectos e dos procedimentos metodológicos que estes dois tipos de conhecimento possuem. Explica em que consiste essa diferença.
 
 
3- “ A argumentação é o coração da filosofia e é por isso que a filosofia é uma atitude crítica” – in manual adoptado.
 
Concordas? Justifica.
 
 
4- Para fazer filosofia é preciso identificar e formular correctamente os problemas filosóficos, para podermos elaborar uma teoria e sustentá-la com bons argumentos. De outro modo, tudo seria uma confusão.
 
a) Relaciona problemas, teorias e argumentos.
 
 
b) Identifica, de entre as seguintes questões, as que são especificamente filosóficas e as que o não são. Justifica através de duas características que as distingam.
 
a) O que caracteriza os vertebrados? b)O que é o conhecimento? c) A pena de morte é moralmente aceitável ? d) A que velocidade caem os corpos?
 
c) Diz quais são as disciplinas filosóficas presentes na questão anterior. Justifica.
 
 
5- Qual é, afinal, a importância de estudar filosofia? Expõe, de forma clara, as razões que justificam, ou não, o valor e utilidade da filosofia.
 
 
6- Quando é que uma frase exprime uma proposição? Dá dois exemplos.
 
 
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Teste 3
 
 
 
Unidade 2 - Acção Humana – Análise e Compreensão do Agir
 
 
 
-- Este teste apresenta algumas soluções para as perguntas formuladas, adverte-se que as mesmas são unicamente indicativas.-
 
 
 
 
 
1. Diga o que entende por acção humana.
 
R: Podemos entender acção como “produção de um efeito”, mas quando falamos de acção humana queremos referir o fazer próprio do ser humano. Analisando do ponto de vista etimológico, distingue-se a acção que provém de “fazer” – produção, acto transitivo – da acção que provém de “agir” – praxis, acto imanente, propriamente “acção”. A acção humana, entendida a partir do verbo “agir”, implica vontade e consciência, isto é, uma intenção (saber o que se faz) e uma finalidade (saber por que se faz).
 
2. Que condições têm de se verificar para acontecer um acto humano?
 
R: Pode-se distinguir “acto humano” de “acto do homem”. Actos do homem serão aquelas acções que se efectuam de modo mais ou menos inconsciente, involuntário (escorregar nas escadas, dormir, descansar, etc.), ou realizadas por constrangimento, que manifestam as limitações e finitude do homem. Os actos humanos resultam de um ser susceptível de qualificação moral. Exigem um agente consciente, motivado por intenções e finalidades que o indivíduo livre e responsável se propõe (ajudar um cego a atravessar a rua; inibir uma exploração de nervos…).
 
 
3. Uma das condições para que um acto possa ser moral é que seja uma acção livre. Esclareça os critérios que nos permitem identificar um acto livre.
 
R: Sabendo que estamos diante de um conceito complexo, poderíamos, no entanto, dizer que uma acção livre será aquela que, além de consciente, voluntária e intencional, se realiza com conhecimento das circunstâncias e das consequenciais do acto, ou seja um acto “escolhido”, um acto de que o autor é “responsável”.
 
 
4. “O fenómeno fundamental da auto-experiência humana é que já de antemão nos achamos no meio de uma realidade, rodeados por coisas e seres humanos, com os quais lidamos, que nos influenciam e com quem mantemos relações múltiplas. A nossa existência está na dependência do mundo, tanto do mundo das coisas e dos objectos como também e sobretudo do mundo humano e pessoal. A nossa existência concreta está assim condicionada e determinada de múltiplas formas.” – E. Coreth
 
- A partir de uma análise ao texto, esclareça as várias ordens de factores que condicionam a acção humana.
 
R: A dificuldade da determinação da causalidade moral resulta da natureza bio-sociocultural do ser humano. Tentar destrinçar o que nos actos e realizações humanas de cada homem e cada mulher concretos é devido a cada uma dessas dimensões e até onde essas dimensões são efectivamente condicionantes ou possibilitadoras de tais actos constitui praticamente impossível, dada a complexidade dos factores físicos, biológicos, sociais e culturais que interferem na motivação humana.
 
5. Podemos considerar o ser humano um ser livre? Justifique. 
 
R: Uma pessoa é entendida como um ser racional, capaz de se propor fins, de decidir e de realizar livremente o acto humano.
 
A sua acção, no entanto, é limitada por uma série de condicionalismos: de natureza biológica, física, psicológica, histórico-cultural.
 
Dir-se-á que a pessoa é livre enquanto ser racional, dotado de vontade; mas é também limitada pelos vários determinismos a que está sujeita.
 
Não é assim complexo esse determinismo nem é absoluta a sua liberdade.
 
 
6. “Liberdade, eis um debate que não cessou de existir depois que o Homem é Homem” – H. Laborit
 
Exponha as razões pelas quais a liberdade suscita debates.
 
R: A liberdade é o estado daquele que faz o que quer e não o que outros querem; é a ausência de constrangimentos exteriores. Verifica-se quando a pessoa age de acordo com a sua natureza. O debate resulta do questionamento sobre as limitações de ordem psicológica, física e moral ou de ordem política e social que determinam o agir individual.
 
 
7. “Toda a acção se executa por um motivo ou outro. As acções não são gratuitas.” – F. Mora
 
Analise o sentido do texto, tendo em vista caracterizar o acto especificamente humano.
 
 
 
© 2007 HF
 
 

PROVA DE AVALIAÇÃO DE FILOSOFIA
Unidade III - Tema 3: A necessidade defudamentação da moral -  E. Kant e S. Mill

Professora Helena Serrão

Paço de Arcos, Maio de 2009

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Leia o teste com atenção e responda com clareza e objectividade às seguintes questões:
Grupo I

(2x 30 Pontos)


“Devemos, pois, perguntar o seguinte: Pode um racista apontar uma diferença entre, digamos, brancos e negros que possa justificar tratá-los de maneira diferente? Os racistas tentaram por vezes fazer isso descrevendo os negros como estúpidos, falhos de ambição, e outras coisas que tais. Se isso fosse verdade, poderia justificar-se tratá-los de forma diferente, pelo menos em algumas circunstâncias. (Este é o propósito de fundo dos estereótipos racistas, oferecer as "diferenças relevantes" necessárias para justificar as diferenças de tratamento.) Mas naturalmente isso não é verdade, e de facto não há tais diferenças genéricas entre as raças. portanto, o racismo é uma doutrina arbitrária, pois advoga o tratamento diferenciado das pessoas, apesar de não haver entre elas diferenças que o justifiquem.
O egoísmo é uma teoria moral do mesmo género. Advoga que cada pessoa divida o mundo em duas categorias de pessoas nós e todos os outros - e que encare os interesses dos do primeiro grupo como mais importantes que os interesses dos do segundo grupo. Mas, pode cada um de nós perguntar, qual é afinal a diferença entre mim e todos os outros que justifica colocar-me a mim mesmo nesta categoria especial? Serei mais inteligente? Gozarei mais a minha vida? Serão as minhas realizações mais notáveis? Terei necessidades e capacidades assim tão diferentes das necessidades e capacidades dos outros? Em resumo, o que me torna tão especial? Ao não fornecer uma resposta, o egoísmo ético revela-se uma doutrina arbitrária, no mesmo sentido em que o racismo é arbitrário. Além de explicar a razão pela qual o egoísmo ético é inaceitável, isto lança também alguma luz sobre a questão de saber por que devemos importar-nos com os outros.”
 
 
James Rachels, Problemas da Filosofia Moral

Arbitrário= fruto do capricho, ao acaso, sem razões


1. Esclareça o tema, problema, tese/s , argumentos e conceitos principais expostos no texto.

2. Segundo o texto, há duas posições que não têm fundamento moral. Quais. Porquê?

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Grupo II

(2x40 Pontos)



Imagine a seguinte situação: Um arquitecto de Mondim receberá uma grande quantia em dinheiro se testemunhar, em tribunal, a favor do Presidente da Câmara. O arquitecto sabe que o presidente da Câmara desviou fundos camarários para a sua conta pessoal. Pedem-lhe que oculte as provas que tem e que minta, em troca receberá além do dinheiro a aprovação do presidente para financiar um projecto de construção de casas, um centro cultural e uma vasta zona verde para os habitantes de uma zona degradada da cidade que vivem em barracas.

1. A partir dos princípios da moral deontológica de Kant e da moral utilitarista de Stuart Mill, qual a decisão moralmente correcta? Porquê?

2. O que se entende por Estado e como se legitima a sua autoridade? (Compare duas teorias sobre a legitimação da autoridade do Estado)


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Grupo III


(2x30 Pontos)

Se a moral reinasse não teríamos necessidade de polícia, de leis, de tribunais, de forças armadas: não teríamos necessidade de Estado nem, portanto, de política!

 


 

 

A. Comte- Sponville

 


 

 




Distinga norma moral e lei jurídica?


Exponha, em aproximadamente 20 linhas, um tema/problema do mundo contemporâneo. Tenha em conta o capítulo que leu do livro de Peter Singer “Escritos sobre uma vida Ética”.

Critérios de avaliação:
Domínio dos conteúdos,
correcta colocação dos problemas,
linguagem clara.
 

Prova de avaliação Junho 2008

 

Grupo I


A filosofia recusa-se a aceitar qualquer crença que as provas experimentais e o raciocínio não mostrem que é verdadeira. Uma crença que não possa ser estabelecida por este meio não é digna da nossa fidelidade intelectual e é habitualmente um guia incerto da acção. A Filosofia dedica-se, portanto, ao exame minucioso das crenças que aceitámos acriticamente de várias autoridades. Temos de nos libertar dos preconceitos e emoções que muitas vezes obscurecem as nossas crenças. A Filosofia não permitirá que crença alguma passe a inspecção só porque tem sido venerada pela tradição ou porque as pessoas acham que é emocionalmente compensador aceitar essa crença. A filosofia não aceitará uma crença só porque se pensa que é ‘simples senso-comum’ ou porque foi proclamada por homens sábios. A filosofia tenta nada tomar como garantido e nada aceitar por fé. Dedica-se à investigação persistente e de espírito aberto, para descobrir se as nossas crenças são justificadas, e até que ponto o são. Deste modo, a filosofia impede de nos afundarmos na complacência mental e no dogmatismo em que todos os seres humanos têm tendência para cair.”

 

GRUPO I
1. Analise logicamente o texto, o tema, o problema, a tese , o/s argumentos e conceitos essenciais. (35Ptos)

2. A acção humana será livre ou não? Exponha os argumentos a favor do livre arbítrio e contra (determinismo). (30Ptos)
“ Estes morangos são saborosos.” e “ Leonardo Da Vinci nasceu em 1452” são exemplos de duas frases que expressam juízos diferentes. Qual a diferença? Justifique a sua resposta.(30Ptos)

3. De que modo podemos classificar as nossas acções tendo em conta o plano Ético/Moral? Justifique.(30Ptos)

4. Confronte os argumentos e as teses principais sobre os juízos de gosto estéticos. (30Ptos)

GRUPO II
Desenvolva um dos seguintes temas tendo em conta a clareza da sua exposição e o rigor da informação: (Aproximadamente 25 linhas) (45Ptos)
Temas:

A natureza da Filosofia.
O relativismo cultural e a universalidade da Ética.
A Ética deontológica de Kant.
A Ética utilitarista de Stuart Mill.
As várias teorias sobre a natureza da Arte.
 

Jerome Stolnitz, Estética e Filosofia da Crítica de Arte, 1960

Vocabulário: complacência= condescendência
Crença: inclui não apenas as crenças religiosas mas tudo o que pensamos que é verdade, seja ou não verdade)

 

 

 

 

 

 
publicado por Horacio@Freitas às 18:39

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