Filosofia na Escola Secundária Jaime Moniz - Funchal

18
Mai 09

      Aqui estão algumas preciosas orientações para a realização de trabalho escrito. Posteriormente serão seleccionados e publicados alguns trabalhos dos alunos.

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Elaboração de trabalhos escritos:

  1. Capa
  2. Identificação
  3. Índice
  4. Introdução
  5. Desenvolvimento
  6. Conclusão
  7. Bibliografia
 
Apresentação:
  1. Exposição oral na sala de aula ( recurso a audiovisuais e debate)
  2. Versão escrita do trabalho
 
Regras de elaboração/apresentação do trabalho escrito:
  1. Número de páginas (Máx 12, Min 6)
  2. Tamanho de letra (12)
  3. Tipo de letra (legível)
  4. Inclusão de imagens as quais devem ser ilustrativas do assunto desenvolvido.
  5. O aluno poderá realizá-lo com escrita manual.
 
Materiais:
  1. Manual
  2. Internet
  3. Revistas
  4. Enciclopédias
  5. Textos literários
  6. Jornais
  7. Filmes (subordinados ao tema escolhido)
  8. Música ( subordinada ao tema escolhido)
 
Prazo de entrega do trabalho:  1ª Semana - Junho 2009
 

Todo o trabalho escrito deve ser estruturado em:
  1. Capa – dela farão parte o título e o ano em que foi elaborado.
  2. Identificação -  nesta primeira folha do trabalho deverão ser identificados o estabelecimento de ensino; disciplina a que se destina; o autor ou autores; o professor.
  3. Índice – formado pelo nome das partes que constituem o trabalho. À frente de cada uma será escrito o número da página onde se inicia o assunto. O trabalho deverá ser paginado.
  4. Introdução – Toda a introdução deve ser relativamente breve e conter, necessariamente, a explicitação do seu objectivo, a justificação do tema e a apresentação das partes em que se vai desenvolver.
  5. Desenvolvimento – Esta é a parte essencial do trabalho, por isso a mais longa, podendo ser dividida em vários capítulos. Do desenvolvimento do tema deve constar a explicação, a argumentação e a fundamentação das ideias defendidas pelo trabalho. Segue uma metodologia rigorosa: não copiar sem citar, transcrever as ideias dos outros com fidelidade.
  6. Conclusão – A conclusão tem por objectivo apresentar a síntese do trabalho apresentando soluções e considerações criticas. Do ponto de vista formal, esta parte do trabalho não deve ser muito extensa.
  7. Bibliografia – Todo o trabalho deve apresentar no seu fim a bibliografia (sejam obras ou partes de obras) consultada, que deve estar ordenada alfabeticamente pelo apelido do autor.
 
Temas propostos:
  1. Os direitos humanos e a globalização
  2. Direitos das mulheres como direitos humanos
  3. Racismo e Xenofobia
  4. Responsabilidade ecológica
  5. A paz mundial e o diálogo inter-religioso
  6. Toxicodependência
  7. Violência
  8. O poder e os riscos da ciência
  9. Aborto - A discussão da vida
  10. Eutanásia - A dor e a vida por um fio
  11. Alimentação biológica Vs Manipulação genética
  12. Energias renováveis
  13. O uso da Web - Prós e contras
 
Objectivos:
  1. Adquirir hábitos de estudo e trabalho autónomo
  2. Utilizar criteriosamente as fontes de informação, designadamente, obras de referência e novas tecnologias
  3. Promover a integração de saberes (perspectiva interdisciplinar)
  4. Desenvolver a capacidade de problematização
 
Critérios de avaliação:
  1. Riqueza e diversidade dos materiais.
  2. Organização e reelaboração dos materiais.
  3. Selecção e tratamento dos materiais recolhidos em função dos objectivos traçados.
  4. Pertinência das questões abordadas.
  5. Problematização de questões de âmbito filosófico.
  6. Redacção cuidada do texto.
  7. Participação activa no trabalho.
 
Prof. Horácio de Freitas
publicado por Horacio@Freitas às 19:59

14
Mai 09

      

 

      -  Aqui está uma crónica que, apesar de ter sido escrita à distância de um ano, não consegue fazer-nos esquecer (nunca) a actualidade do tema.

 


Desidério Murcho

Público, 15 de Julho de 2008

 

O ensino público português não está a cumprir o seu papel social de dar oportunidades aos estudantes oriundos de famílias culturalmente carenciadas. Isto acontece porque as políticas do Ministério da Educação têm tido o efeito de dificultar cada vez mais a aprendizagem desses estudantes. Vejamos porquê.
A convicção que tem orientado as políticas educativas dos últimos anos é a seguinte: os estudantes culturalmente carenciados não são realmente ensináveis, nem podem ter qualquer interesse em física, medicina ou geografia, porque são cognitivamente deficientes: só os filhos das famílias culturalmente privilegiadas são ensináveis, porque não são cognitivamente deficientes, e por isso só eles podem ter interesse nas matérias "elitistas".
Esta convicção não só é uma aberração biológica como põe o mundo de pernas para o ar: o elitismo é a crença de que a física quântica, por exemplo, ou o piano, é só para certos estudantes privilegiados, ao passo que para os outros só pode interessar o surf. Esta atitude é parecida com o racismo, porque, em vez de ver os estudantes individualmente como seres humanos, vê os estudantes apenas como membros de classes sociais, e presume que os estudantes culturalmente carenciados o são, não por serem vítimas da falta de oportunidades, mas por incapacidade cognitiva.

 

Ao eliminar as disciplinas centrais das áreas académicas que constituem o legado da humanidade, substituindo-as por vacuidades escolares que visam aparentemente a integração social ou a educação para a cidadania, a escola pública faz o oposto: não permite que um estudante culturalmente carenciado possa tornar-se um cidadão pleno, porque não lhe dá as competências cognitivas relevantes, nem lhe ensina os conteúdos sem os quais só poderá ser um consumidor passivo da Coca-Cola, telenovelas e futebol.


Ao tornar os exames cada vez mais fáceis, a escola pública prejudica exclusivamente os estudantes mais carenciados, pois está a dizer-lhes que não precisam de estrudar, ao mesmo tempo que aprofunda o fosso entre eles e os mais privilegiados, pois estes estudam em qualquer caso, com exames fáceis ou difíceis.

O Ministério da Educação não consegue persuadir os estudantes mais carenciados do valor intrínseco do conhecimento, do estudo e da escola, porque considera que estes estudantes não têm capacidade cognitiva para valorizar tais coisas. Mas qualquer agência de publicidade conhece as técnicas básicas para criar nas pessoas apetência pelo que elas antes não valorizavam. Proponho por isso que se substitua o Ministério da Educação por uma agência de publicidade.
Se é possível convencer os estudantes mais carenciados a valorizar inanidades como a Coca-Cola, os ténis Nike e os bonés americanos de basebol, tanto mais fácil será ensinar-lhes a valorizar o que realmente tem valor intrínseco: o legado cognitivo da humanidade, codificado em coisas como a matemática, a física ou a história.


D
esidério Murcho
Universidade Federal de Ouro Preto
 
publicado por Horacio@Freitas às 00:24

13
Mai 09


Considere-se, por exemplo, a actividade de se manter em boa forma física. Isto pode ser feito, primariamente, como um fim em si. Ou pode ser feito como um mero meio para a boa forma. Pergunte-se o seguinte: Quem estará em melhor forma física depois de cinco anos, a pessoa que se pune ao obrigar-se a ir correr todas as manhãs ou a pessoa que por gostar do acto físico de cor­rer o faz com gosto todos os dias?

Se em todas as suas actividades aquilo em que se concentrar for o produto final - o livro lido, a bicicleta arranjada, o correio distribuído, o diploma da faculdade, o seu eu ideal - pode ter um breve momento de felicidade ao terminar algo, mas depois é, normalmente, tempo de começar outra coisa. Depois precipita-se para o próximo projecto, lutando consigo mesmo porque no fundo também não quer estar a fazer isso. Apenas quer tê-lo feito, tê-lo acabado.

Se estiver ligado ao processo, a maior recompensa não estará no seu fim. Estará no fazer. O fim pode até ter um aspecto triste, pois irá significar o fim de um certo processo. Para os autores deste livro, por exemplo, quando a última palavra estiver escrita, quando a versão final for enviada para o editor, haverá alegria. Mas também existirá tristeza, pois um processo que eles adoram terá ter­minado. Poderão existir outros livros, outros processos. Mas este processo em particular terá aca­bado para sempre.

O mesmo acontece com o processo de ser uma pessoa. Quando uma vida que foi boa está perto do seu término, existirá tristeza. Poderá também existir alegria pelo fim do processo. Poderão até existir outras vidas. Mas esta vida, este processo em particular, terá terminado para sempre.

A chave para o sucesso na vida consiste assim em ligarmo-nos não a um produto mas a um processo: em última análise, em ligar-se com o processo de ser você mesmo. Onde existir uma li­gação genuína a um processo, existirá sucesso. O sucesso torna as nossas vidas ricas e cheias de significado. E onde há sucesso, no fim existirá também tristeza, pois faz parte da natureza de to­dos os processos mudarem, e ao mudarem terminam.

Daniel Kolak e Raymond Martin, Sabedoria sem respostas, trad. Célia Teixeira.

publicado por Horacio@Freitas às 23:58

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